Como um satélite

Hélio Ziskind escreveu uma das letras mais bonitas gravadas por ele, no grupo Rumo, em 1981:

Feito um satélite eu vivo rondando essa mulher
Às vezes eu chego perto pra ver o rosto dela
E é estranho, eu sinto ao mesmo tempo um bem e um mal
Coisas de quem ainda não sabe muito bem o seu estilo

All good things...

Alguns leitores devem lembrar do último episódio da série Star Trek, The Next Generation. Nele o "Q" fala pro Picard "All good things must come to an end...", e aí a Enterprise explode! Claro que tudo dá uma reviravolta, o Picard viaja entre passado, presente e futuro e todos vivem felizes para sempre.

A voz do Cliente

Em uma empresa para a qual eu prestava serviços, um consultor de marketing encantou a todos os dirigentes com a idéia de implantação de um número 0800 para o qual os clientes pudessem ligar, dar sugestões, reclamar, enfim, fazer todas as coisas que são feitas através de um 0800.

Entre o terno do paulista e a bunda da passista

Entre o terno do paulista e a bunda da passista, fico com a última sem dúvida alguma. Primeiro por exclusão. Morei em São Paulo por muitos anos e, por conseqüência, o terno era a minha fantasia e a malinha de ferramentas (por um bom tempo) meu porta-estandarte. Meu metabolismo acostumou de tal forma com o terno que deixou pra suar tudo agora. Tenho trauma de enchentes.

Ficção Científica? #6

Reuben despertou em um estado de consciência completamente desconhecido. Imediatamente tinha na memória todos os artigos científicos que havia escrito e começava a detectar em alguns deles alguns erros conceituais profundos e em outros possibilidades, antes impensadas, de avanços. Ouviu, sem exatamente ouvir, uma risada.

Mallu Magalhães e a escola

Duas matérias nesta Zero Hora de domingo apresentam uma estranha correlação que, ao menos para mim, não pareceu proposital mas que é, no mínimo, inusitada. O caderno Donna traz como reportagem de capa um perfil de Mallu Magalhães.

O suprassumo do bagaço do resumo

Há alguns anos li, pela primeira vez, A Estética do Frio, do Vitor Ramil. Este texto serve-me, até hoje, como uma base de auto-crítica para tudo o que escrevo, buscando os pilares das sete cidades de um bom documento: Rigor, Profundidade, Clareza, Concisão, Pureza, Leveza e Melancolia.


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